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Casa da Música: Pólo multicultural

Ao chegar à Lagoa do Abaeté, não é difícil encontrá-la. Uma casa que mais parece de veraneio, devido a sua estrutura física e a sua beleza aconchegante, é na verdade uma casa cheia de sonhos e de realizações desses sonhos. A Casa da Música é um lugar onde se pode ver o que é que a Bahia tem, e Itapoan também.

Tendo como principal objetivo resgatar a cultura da Bahia, levando-a para comunidade, assim como para todos que se interessem em conhecê-la, a Casa apresenta exposições, saraus, shows, rodas de capoeira, concursos de música, oficinas de áudio, etc., projetos que são postos em ação e transformam o lugar em um pólo multicultural.

Estar em um espaço como esse, é ter a oportunidade de reconhecer a riqueza de um povo muitas vezes esquecida por ele mesmo. É possibilitar aos jovens e adultos, um pouco mais de aprendizado. É levar música de qualidade à comunidade, sem cobrar nada por isso.

Esse projeto é um modelo que deve ser seguido, porque desenvolver um trabalho como este sem muitos recursos, não é fácil. Parabéns a todos que trabalham nessa empreitada, no intuito de valorizar e permanecer viva a chama da cultura.

Hilda Alves, a eterna matriarca

Enfim o dia 15 de novembro, primeiro encontro dos Filhos de Hilda! A fazenda de tio Vadinho virou um grande campo de harmonia e felicidade. Todos os filhos, quase todos os netos, bisnetos (Marcinho e Lucas), noras e genros reunidos para comemorar o aniversário de Vó. Casa cheia, fartura e família reunida, tudo como vó gostava. Era impossível não sentir a presença dela ali.

A melhor parte pra mim foi a peça. Tio Dilsinho, o diretor descabelado, estava muito entusiasmado com o seu primeiro trabalho. Tia Branca e tio Nêgo, formaram a dupla comédia. Nós todos ansiosos no camarim improvisado, esperando a hora de entrar em cena. Ainda bem que tudo correu direitinho e conseguimos mostrar um pouco da história da nossa querida Hilda Alves para o nosso respeitável público.

Foi um dia feliz, simplesmente feliz. Perfeito. Precisamos sempre de dias como esses para nunca nos esquecermos do que é a família, o amor e de que precisamos uns dos outros para sermos mais. Obrigada a Deus, a vó e a vô por terem construído essa família que tenho orgulho de fazer parte. Ah! Obrigada também a tio Dilsinho e tio Vadinho que sempre dizem que pareço muito com minha avó, o que me deixa muito feliz e honrada porque ela representa para mim, o amor, a família, a força e a fé em Deus.