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Gramática em questão

 

Abcd 

Por Luciana Amâncio

Parece que a letra s resolveu tomar o lugar da letra c nos escritos de alguns dos nossos famosos. Durante a semana passada, Xuxa perdeu as estribeiras devido às críticas realizadas contra sua filha Sasha, que escreveu no twitter da mamãe a palavra cena com s. A desculpa para tal erro foi de que a criança havia sido alfabetizada em inglês. A justificativa não me convenceu. Se para ser craque em inglês é preciso ofender a minha gramática, eu fico com a minha língua mãe!

Infelizmente a troca de letras não ficou exclusiva a princesa dos baixinhos. Um caso parecido ocorreu no blog da cantora baiana Ivete Sangalo. Em um texto dedicado ao atleta jamaicano Usain Bolt cujo título é “humor e talento = explosão” (http://blog.ivetesangalo.com/blog/2009/08/21/humor-e-muito-talento-explosao.html) , a artista escreve a palavra depreciar com ss (depressiar). A letra s agora resolve tomar o lugar do c em dose dupla! Graças às atenções voltadas ao twitter, esse erro não ganhou repercussão.

Todos nós estamos suscetíveis ao erro, mas é preciso ter cuidado quando escrevemos algo que milhares de pessoas verão. Escrever errado virou algo comum, mas não pode ser tratado como algo normal.

*Imagem: www.google.com.br

De pais para o pai

Por Adailton Amâncio

PAI!…

ABDIAS AMÂNCIO DOS SANTOS

FILHOS

(dilsinho, chipa, vadinho, bida, dedé, neguinho e branquinho.)

Eis aqui vida!

O pai de sete pais.

Cada um de nós o mantemos vivo, pela maneira de ser, de viver, de enfrentar a vida da forma como ela hoje nos enfrenta. E ELE, o sempre maior, que fez de nós a continuidade da sua vida sempre nos honrou durante sua existência. Mas, nós vivemos por aí através de gestos, de condutas, de maneira de ser igual, às vezes sem querer estamos sempre com ele, talvez num cruzar de braços, num cruzar de pernas, numa maneira de sorrir, de ajudar o próximo, de torcer pelo seu time de coração, de ser você sendo ele no mais simples dos gestos inconscientes. É assim que seu PAI não morre. Ele está em nossas vidas dando continuidade a toda pessoa vivida em sua vida e que vive em cada um de seus filhos a sua IMORTALIDADE.

PAI, ONDE VOCÊ ESTIVER, SEI QUE VAMOS LHE ENCONTRAR PARA SEMPRE E ETERNAMENTE DIZER:

CONTINUAMOS TE AMANDO COM TODOS SEUS DEFEITOS. MAS, ACIMA DE TUDO E POR TUDO QUE NOS PROPORCIONOU E MUITO MAIS PELAS SUAS PLENAS VIRTUDES.

EM NOSSAS VIDAS SEMPRE VOCÊ.

Seus filhos

Ê buzão!

onibus

Sair do trabalho para pegar um ônibus às cinco horas da tarde é ter certeza de que a maratona está garantida até o destino final. Os ônibus passam, mas não param. Tem gente quase saindo pela janela e se colocar um alfinete, o velho buzão explode! Passa o primeiro, passa o segundo e nada.

O terceiro vem e perna pra que te tenho! Corro até a porta, ela se abre e o curral (entrada do ônibus) está cheio e eu mesmo assim entro, afinal ter 1,58m nessa hora até que ajuda. O ônibus segue e lá estou eu em um lugar abafado, apertado, torcendo pra que ninguém queira mais entrar e o que não falta é desodorante vencido no horário de pico, meu Deus!

À medida que a viagem segue o povo começa a descer e aí saio do curral e passo no torniquete. Ao invés de melhorar, piora. O buzú ainda está tão cheio que não tem onde segurar e agora meu 1,58m não me ajuda em nada, porque a barra do alto eu não alcanço, a não ser que estique bem os braços e fique na ponta dos pés.

A viagem continua. Lá vem uma mulher cheia de sacolas e de meninos querendo descer e é um empurra daqui empurra dali, as crianças choram e é uma agonia dos infernos. Demora mais um pouco e eu aperto o botão. Chegou a hora de eu descer. Olho para trás e vejo-o seguir, mas não me livrei dele porque amanhã tem mais!

*imagem do Google

Um anjinho na minha vida

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Nunca pensei que um pedacinho de gente pudesse mexer tanto comigo. Deixei de ser eu mesma para virar uma “tia babona”. É incrível como fico enfeitiçada ao ver ela se espreguiçar, esticar as perninhas ou ficar toda prosa olhando para o papai ou para mamãe.

Isabelle é o nome dessa gotinha que já encantou e conquistou a tia Lú, que agora vive a pensar em lacinhos e roupinha rosa ao sair de casa. Ai, ai. Mas isso é tão bom e não tinha como ser diferente, afinal ela é filha do meu melhor amigo Rick e de Nai uma mulher que sempre admirei por ser estudiosa e batalhadora. Agora, como esposa do meu amigão, ganhou mais espaço no meu enorme coração repleto de amor.

Amo vocês e obrigada por terem trazido esse anjinho para esse mundo e para minha vida.

Mulher

Para homenagear as mulheres, nada melhor do que essa música composta por Erasmo Carlos e Narinha.

MULHER

Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas…

Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça…

Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito…

O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher…

Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção…

Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés…

O povo quer mais é beijar na boca

A expressão beijo na boca surgiu por volta de 1920 e tem até dia de comemoração no Brasil, 13 de abril. Apesar de ninguém saber ao certo como surgiu esse ato na humanidade, há várias histórias que permeiam no mundo, a exemplo da Pérsia onde os persas beijavam na boca os homens pertencentes a sua hierarquia, enquanto os de hierarquia inferior eram beijados no rosto. Mas no Brasil esse fantástico ato de amor, desejo, afeto e cumplicidade, deve ter chegado através do carnaval da Bahia. Vamos ver por que.

Domingo, 22 de fevereiro de 2009. Dia em que o carnaval de Salvador no circuito do Campo Grande começou a ferver de verdade. Os foliões, filhos da terra ou não, se embelezam e saem com seus sorrisos “colgate” em busca de muita alegria e uns beijinhos na boca, afinal ninguém é de ferro. O clima na avenida é totalmente propício para isso: calor do sol, calor humano, cerveja gelada e os hits do carnaval que provocam um desejo maior de arranjar alguém para acarinhar.
Os filhos de Gandhi, beijoqueiros oficiais da festa que saem no domingo de carnaval, trazem suas fantasias em comemoração aos 60 anos do bloco, que foi inspirado no líder indiano Mahatma Gandhi e criado por estivadores do porto de Salvador em 1949. Com centenas de colares em volta do pescoço, eles saem avenida a fora em busca de muita paquera antes mesmo do bloco sair e arrancam suspiros das mulheres.
Minha prima, que trabalha em Manaus e está de férias em Salvador não se conteve com o charme e beleza dos rapazes do Gandhi e pediu que um deles jogasse um pouco de alfazema nela e à medida que íamos passando mais rapazes surgiam e ela falava “ai Meu Deus é muito Gandhi pra uma mulher só”. É impressionante como eles fascinam as mulheres.
Muitos deles nem precisam se dar ao trabalho de procurar uma garota, porque elas aparecem loucas para agarrá-los e ganharem seus colares. Os comprometidos, no entanto, sempre dão um jeito de ficar perto das esposas e aproveitar com elas a festa, fugindo das “Marias Gandhi”.
Mas não só os beijoqueiros oficiais fazem o beijo acontecer na maior festa de rua do planeta. A cantora Cláudia Leitte esse ano resolveu tentar bater o recorde que pertence a Tezla, na Bósnia, onde 6.980 casais se beijaram simultaneamente. O intuito de Cláudia é chegar aos 7.000 casais e trazer o recorde para o Brasil. Para isso a cantora aposta no hit “Beijar na Boca” indicado a melhor música do carnaval juntamente com “Cadê Dalila” composta por Carlinhos Brown e tendo como intérprete Ivete Sangalo.
Para computar esse feito, a Polícia Militar da Bahia contribuiu através do Coronel Pitta, revelando que havia na tarde de domingo de carnaval, em frente à Casa D’itália no circuito Osmar, cerca de 10 mil pessoas. Claudinha disse que essa quantidade já ajudava a alcançar a meta e também contribuiu para quebra do recorde e beijando o marido, Márcio Pedreira nos cantos do trio elétrico e depois pediu que os foliões também se beijassem. Eu também entrei no ritmo depois de ter saído correndo do camarote para ir atrás do trio e dei um beijão no meu namorado.
Atenção! Contribuam para trazer o recorde para Bahia fazendo o que é mais gostoso no carnaval: beijar muito. Mas fiquem atentos, pois os médicos dizem que devemos ter cuidado ao sair beijando, por causa das doenças que podem ser transmitidas através da saliva como cárie e herpes labial. Tenham cuidado mais não deixe de beijar, porque além de ser muito bom, ainda ajuda a emagrecer cerca de 15 calorias por beijo, ou seja, ficamos felizes e com o corpo em forma para curtir a mais bela festa popular do planeta!

A música é movida pela mistura?*

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Vários movimentos e grupos musicais consagrados no Brasil foram concebidos pela mistura de vozes, instrumentos e corações. O que seria essa boa música se não fosse a mistura? Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Tom Zé e Torquato Neto, com o Movimento Tropicalista que teve seu ápice na música; Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Baby Consuelo, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão como os Novos Baianos; Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Martinha,Eduardo Araújo, Silvinha, Wanderley Cardoso, Sérgio Reis, Jerry Adriani, Ronnie Von e outros artistas formaram o movimento Jovem Guarda. Esses são alguns dos muitos exemplos do quão é importante misturar para fazer o bom.

A música é movida pela mistura sim, assim como tudo na vida, do simples ao complexo. Mistura de frutas= salada de frutas. Mistura de etnias= miscigenação. Mistura de crenças= sincretismo. Mistura de sotaques= Brasil. Mistura de ritmos musicais= o maior evento musical de verão do Brasil: Festival de Verão.

O Festival de Verão surgiu a partir da idéia de apresentar bandas de vários ritmos em um único evento e assim conseguiu de forma simplória, mostrar desde o seu início para os baianos, brasileiros e “gringos”, que a música é movida pela mistura e o quanto isso é bom.

“ Mistura aê, mistura aê ô, Festival de Verão, Salvador…”

*texto enviado para o concurso cultural do Festival de Verão Salvador

** imagem do site ibahia.com

Dinda, como eu te amo!

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Quando eu nasci minha mãe não pensou duas vezes e escolheu sua irmã mais nova e mais querida para me batizar: Ana Lúcia. Já comecei a vida homenageando ela, pois recebi o nome de Luciana (Ana Lúcia ao contrário). Tive a honra de ser afilhada de uma mulher paciente, amorosa, companheira e guerreira. Sempre dizia que ela e minha mãe eram as “Bananas de Pijamas” B1 e B2, uma brincadeira para dizer o quanto elas eram amigas e cúmplices.

Presente em todos os momentos da minha vida contribuiu e continua a contribuir na realização dos meus sonhos, pois é uma das minhas referências. Há quase um ano a senhora se foi, mas apesar de não poder abraçá-la e nem beijá-la mais, sinto a sua presença em minha vida e isso pra mim é maravilhoso. Sofro por não tê-la mais perto de mim como gostaria, mais creio nas promessas de Deus e sei que um dia vamos nos reencontrar. Eu te amo muito e sempre vou te amar, minha “mãedrinha”. Ah! Quando eu tiver uma filhinha já sei como ela irá se chamar: Ana Lúcia.