A expressão beijo na boca surgiu por volta de 1920 e tem até dia de comemoração no Brasil, 13 de abril. Apesar de ninguém saber ao certo como surgiu esse ato na humanidade, há várias histórias que permeiam no mundo, a exemplo da Pérsia onde os persas beijavam na boca os homens pertencentes a sua hierarquia, enquanto os de hierarquia inferior eram beijados no rosto. Mas no Brasil esse fantástico ato de amor, desejo, afeto e cumplicidade, deve ter chegado através do carnaval da Bahia. Vamos ver por que.
Domingo, 22 de fevereiro de 2009. Dia em que o carnaval de Salvador no circuito do Campo Grande começou a ferver de verdade. Os foliões, filhos da terra ou não, se embelezam e saem com seus sorrisos “colgate” em busca de muita alegria e uns beijinhos na boca, afinal ninguém é de ferro. O clima na avenida é totalmente propício para isso: calor do sol, calor humano, cerveja gelada e os hits do carnaval que provocam um desejo maior de arranjar alguém para acarinhar.
Os filhos de Gandhi, beijoqueiros oficiais da festa que saem no domingo de carnaval, trazem suas fantasias em comemoração aos 60 anos do bloco, que foi inspirado no líder indiano Mahatma Gandhi e criado por estivadores do porto de Salvador em 1949. Com centenas de colares em volta do pescoço, eles saem avenida a fora em busca de muita paquera antes mesmo do bloco sair e arrancam suspiros das mulheres.
Minha prima, que trabalha em Manaus e está de férias em Salvador não se conteve com o charme e beleza dos rapazes do Gandhi e pediu que um deles jogasse um pouco de alfazema nela e à medida que íamos passando mais rapazes surgiam e ela falava “ai Meu Deus é muito Gandhi pra uma mulher só”. É impressionante como eles fascinam as mulheres.
Muitos deles nem precisam se dar ao trabalho de procurar uma garota, porque elas aparecem loucas para agarrá-los e ganharem seus colares. Os comprometidos, no entanto, sempre dão um jeito de ficar perto das esposas e aproveitar com elas a festa, fugindo das “Marias Gandhi”.
Mas não só os beijoqueiros oficiais fazem o beijo acontecer na maior festa de rua do planeta. A cantora Cláudia Leitte esse ano resolveu tentar bater o recorde que pertence a Tezla, na Bósnia, onde 6.980 casais se beijaram simultaneamente. O intuito de Cláudia é chegar aos 7.000 casais e trazer o recorde para o Brasil. Para isso a cantora aposta no hit “Beijar na Boca” indicado a melhor música do carnaval juntamente com “Cadê Dalila” composta por Carlinhos Brown e tendo como intérprete Ivete Sangalo.
Para computar esse feito, a Polícia Militar da Bahia contribuiu através do Coronel Pitta, revelando que havia na tarde de domingo de carnaval, em frente à Casa D’itália no circuito Osmar, cerca de 10 mil pessoas. Claudinha disse que essa quantidade já ajudava a alcançar a meta e também contribuiu para quebra do recorde e beijando o marido, Márcio Pedreira nos cantos do trio elétrico e depois pediu que os foliões também se beijassem. Eu também entrei no ritmo depois de ter saído correndo do camarote para ir atrás do trio e dei um beijão no meu namorado.
Atenção! Contribuam para trazer o recorde para Bahia fazendo o que é mais gostoso no carnaval: beijar muito. Mas fiquem atentos, pois os médicos dizem que devemos ter cuidado ao sair beijando, por causa das doenças que podem ser transmitidas através da saliva como cárie e herpes labial. Tenham cuidado mais não deixe de beijar, porque além de ser muito bom, ainda ajuda a emagrecer cerca de 15 calorias por beijo, ou seja, ficamos felizes e com o corpo em forma para curtir a mais bela festa popular do planeta!