Ê buzão!

onibus

Sair do trabalho para pegar um ônibus às cinco horas da tarde é ter certeza de que a maratona está garantida até o destino final. Os ônibus passam, mas não param. Tem gente quase saindo pela janela e se colocar um alfinete, o velho buzão explode! Passa o primeiro, passa o segundo e nada.

O terceiro vem e perna pra que te tenho! Corro até a porta, ela se abre e o curral (entrada do ônibus) está cheio e eu mesmo assim entro, afinal ter 1,58m nessa hora até que ajuda. O ônibus segue e lá estou eu em um lugar abafado, apertado, torcendo pra que ninguém queira mais entrar e o que não falta é desodorante vencido no horário de pico, meu Deus!

À medida que a viagem segue o povo começa a descer e aí saio do curral e passo no torniquete. Ao invés de melhorar, piora. O buzú ainda está tão cheio que não tem onde segurar e agora meu 1,58m não me ajuda em nada, porque a barra do alto eu não alcanço, a não ser que estique bem os braços e fique na ponta dos pés.

A viagem continua. Lá vem uma mulher cheia de sacolas e de meninos querendo descer e é um empurra daqui empurra dali, as crianças choram e é uma agonia dos infernos. Demora mais um pouco e eu aperto o botão. Chegou a hora de eu descer. Olho para trás e vejo-o seguir, mas não me livrei dele porque amanhã tem mais!

*imagem do Google

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