Luciana Amâncio
A dengue está assolando no estado e isso não é mais novidade. Em Itabuna, cidade onde mais estão ocorrendo mortes devido à doença, três tenentes médicos e um sargento enfermeiro da Aeronáutica já chegaram à cidade em 19 de março. Quatro médicos do Exército chegaram no dia 20. Espera-se no total 28 militares para contribuir no combate ao mosquito da dengue, responsável pela morte de 26 pessoas no estado, segundo dados do BA TV do dia 19 de março.
Mas adianta as Forças Armadas, os funcionários da Zoonoses, hospitais e todos os envolvidos pela causa, trabalharem para destruir os focos da doença, e a própria população não tomar as precauções devidas? Não deixar água parada, virar as garrafas de cabeça para baixo, cobrir os tanques de água, etc. são medidas básicas a serem tomadas por qualquer pessoa, em todos os lugares.
As coisas ruins só acontecem com o vizinho, ou alguém de longe. Pensamos assim na maioria das vezes ou sempre. Puro engano. A fêmea do mosquito aedes aegypti guarda seus óvulos onde tem água parada, limpa ou pouco poluída, ou seja, em qualquer lugar. Além da dengue ele ainda transmite a febre amarela urbana.
Dores de cabeça, dores atrás dos olhos, vermelhidão no corpo dentre outros são sintomas da dengue. É preciso procurar um médico e não pensar ser apenas “aquela virose”.
É preciso a conscientização e participação de todos os baianos na luta contra esse mosquito de 0,5 cm (em média), mas causador de danos muitas vezes irreparáveis. Ela está matando as pessoas e principalmente as crianças.