Arquivo paraJulho, 2007

Dia triste

acm.jpg Foto:http://images.google.com.br/

Cabeça branca se foi. Quem o amava sentirá saudades, quem o odiava sentirá alívio ou não. Através do povo,  pode-se ver o quanto Antônio Carlos Magalhães era e continuará sendo importante para a Bahia e para os baianos que choram copiosamente por um homem que dedicou sua vida a sua terra, o que para mim é muito importante pois sou apaixonada por esse estado e agradeço a  Deus por ter permitido o meu nascimento aqui. Mesmo não sendo sempre a favor de alguns discursos de ACM, nem eu nem ninguém tem o direito de negar o esforço e a dedicação do mesmo a uma terra que conseguiu progredir muito com a sua ajuda. Ele é  digno de aplausos, se errou como alguns dizem, quem não está passivo de erros no mundo da política? Os escândalos freqüentes estão aí para comprovar! Como já disse não concordava sempre com os discursos dele, e até tomei um pouco de antipatia por causa do meu pai que é carlista doente e não aceitava que eu discordasse de nada referente à ACM, mas digo: a Bahia não será mais a mesma, pois uma grande parte desse espaço político, está indo embora com ele!

 

 

Por Luciana Amâncio

Pan pan pan pan!

pan.jpg Foto: http://pan2007.globo.com/

O Pan começou à 5 dias com uma abertura maravilhosa, contando com as presenças de Elza Soares, responsável pelo canto do Hino brasilleiro, Arnaldo Antunes e  Ana Costa com a canção Viva essa Energia (o Hino dos jogos), Adriana Calcanhoto com a música “Boi da cara preta” ninou a multidão no Maracanã e Daniela Mercury que fechou com chave de ouro a cerimônia, sem comentar as centenas de bailarinos com movimentos corporais impressionantes e belos,  dando um toque especial à cerimônia, não esquecendo de tantos outros artistas  que ajudaram a compor o show do dia.

Passando da cerimônia para os jogos efetivamente, ontem o dia foi maravilhoso para o Brasil. Estou de férias, então pela manhã fui assistir a duas finais da natação, onde o Brasil ganhou dois ouros, até eu gritei: vai Thiago! ( Thiago Pereira é a grande promessa da natação para os jogos).

 Mas a tarde viria, e com ela a ginástica artística que eu não sabia direito o que era, mais acompanhando há 3 dias os ginastas, acabei me familiarizando com a trave de equilíbrio, com o solo, barras paralelas, etc. Ainda aprendi algumas regras: Se pôr o pé pra fora do limite desconta ponto, se cair da trave perde ponto, se realizar um salto sem grande dificuldade os pontos não são nuito altos e assim vai. Bem, estava torcendo muito para Jade Barbosa, pois no dia anterior ela havia caído da barra, quando estava em primeiro lugar e me fez ficar emocionada junto com ela, e não é que a danada conseguiu? Ganhou uma medalha de ouro, somada com duas de Diego Hypólito (sem comentários, o cara arrebenta!) e uma de Mosiah, o mais experiente da equipe masculina. Não pude esquecer das medalhas de bronze com Laís Souza (2), Jade Barbosa (1), Daniele Hypólito (1) e Danilo Nogueira (1). Enfim, torci com todas orações e figas possíveis e o dia ontem brilhou para o Brasil e hoje brilhará muito mais.

Amigos para sempre!

piriguetes.jpg Da esquerda pra direita: jel , nana, mila, Brenda, rina, bynha e eu.

Caramba! Sábado minha casa estava repleta de pessoas que traziam consigo histórias de tempos atrás. Meus eternos amigos, amigos da escola! Ao som de um forrózinho acompanhado de muito refrigerante e cachorro-quente, relembramos os bons e velhos tempos de alegrias e micos vividos por nós. Eu, meu amor, mila, bynha, anne, jel, quinho, rick, bri, tia nana (mãe de mila), mainha, painho, igo (meu irmão que chegou no final), a namorada de bri, rina, nana, mazinho, dom, anzinho , juninho, Brenda, riva (irmão de bynha), kabal (irmão de nana), acho que não esqueci de ninguém. Enfim foi muito bom como sempre, fiquei tão feliz que chega estava em estado de choque! Hoje é muito difícil manter amigos de tanto tempo, muitos estudando, trabalhando, outros fazendo as duas coisas e o melhor: felizes. Venho através desse humilde texto agradecer a vocês por tudo que fizeram e farão nas suas vidas, pois a felicidade de vocês é a minha felicidade.

Férias

Acho que não regulo muito bem da cabeça. No início do semestre é muito bom, porque ainda está tudo muito tranqüilo, no meio começa o stress com as provas, trabalhos e no final a saturação de tudo! Fico pedindo férias, férias, férias, mas quando chega na metade já fico com vontade de estudar, rever a galera,dar risada, não que eu não me divirta ,mas parece que falta alguma coisa! Bem, ainda estou curtindo minhas férias pois ainda faltam 17 ias para o início das aulas. Estou feliz porque tenho aproveitado bastante o meu tempo livre e ansiosa porque daqui a pouco começa mais um semestre cheio de expectativas de bons resultados e aprendizados!

Por Luciana Amâncio Neves

Entrevista: “Sempre vai ter alguém que valorize a educação”.

“As aulas são verdadeiras teleconferências, por que o professor tem capacidade de se programar e preparar muito melhor, porque ele está dando uma aula para 100 mil pessoas que, no caso, a Educon está atingindo”, é a afirmação da professora, diretora e empresária Tânia Maria Ribeiro Guimarães sobre a Educação On-line. Formada pela UFBA em Ciências Biológicas e Pedagogia desde os 24 anos e, sendo professora por anos da UNEB no curso de Ciências Biológicas no campus de Alagoinhas, Tânia se sente realizada na área educacional, que não foi o seu primeiro objetivo de vida. Aos 57 anos de idade e 39 de profissão, essa senhora expõe em uma conversa descontraída parte da sua história, sua vivência na educação, assim como questões importantes que estão em evidência no campo educacional.

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Luciana Amâncio-O que a direcionou para a área educacional?

Tânia Maria Ribeiro Guimarães-Na realidade meu objetivo era medicina. Daí eu decidi estudar biologia, mas para fazer isso eu teria que fazer científico, mas como a opção de família era trabalhar para depois estudar, minha mãe me obrigou, eu não tive muita opção e eu até agradeço a ela por que deu certo. Ela me obrigou a fazer pedagógico. Então eu fiz e ainda fiz um ano de CEFET, um ano de curso industrial, aí fiz vestibular pra biologia pensando na área de pesquisa e de genética, não pensei efetivamente em nenhum momento pra educação, mas as coisas se desenvolveram para área e me realizei.

LA- O Centro Educacional Sol Nascente existe há mais de 20 anos. O que a fez fundar uma escola em Cajazeiras?

TM-Eu sempre trabalhei em regiões pobres, de periferia, como eu também fui. Quando eu vim pra Cajazeiras um dia passear nessa região não tinha nada, só mato. Vim em um dia de domingo passear do lado de cá e tinha uns dois ou três dias sonhado que eu abria uma escola, não sei por que cargas d’água. Aí quando passei por aqui eu vi exatamente o que tinha visto no meu sonho:Um local com a placa vende-se. Procurei saber de quem era e comprei o terreno. E aí me disseram, “como vai abrir uma escola numa região dessas que não tem nada, as pessoas não valorizam a educação”. Daí eu disse, “sempre vai ter alguém que valorize a educação”. Eu acho que a educação não é só você pensar em ganhar dinheiro, é você tentar informar, dar educação de qualidade. Aí partir para abrir a escola. Quando comecei eu tinha oito pessoas, dois filhos de um amigo meu de Pau da Lima, duas sobrinhas, meus três filhos e algumas pessoas nativas da região e depois foram chegando outras pessoas. Eu fui a primeira alfabetizadora daqui. Eu era diretora e alfabetizadora e depois de repente foi crescendo até quando o trabalho foi reconhecido.

LA- Imaginou que o Sol Nascente se tornaria uma referência de educação no bairro?

TM- Na realidade não imaginei que chegasse a isso. Fico surpresa e ao mesmo tempo consciente do meu trabalho, a gente tem aquela coisa de que nem percebeu o quanto tem pra dar. Apesar de que quero que ela continue sendo sempre uma referência, porque acredito no jovem, acredito que a gente precisa formar líder, pois Cajazeiras precisa de líder então quem deverá se tornar líder são vocês.

LA- Qual o balanço que a senhora faz da educação no bairro desde quando aqui chegou até os dias atuais?

TM- Eu acho que a educação no bairro ela cresceu, mas as pessoas, a comunidade por si só, não valoriza tanto quanto deveria. Ela sempre acha que quem está aqui não tem competência.

LA- O C.E.S.N trabalha com crianças e adolescentes com deficiência física e mental. Isso não é muito comum, pois as escolas que não são destinadas exclusivamente aos deficientes têm medo que a receptividade dos demais não seja positiva. Como se deu a idéia de incluí-los na escola?

TM- Isso devemos a Érica (filha de Tânia e psicóloga) porque eu não consigo dar conta de tudo.Érica assume o pessoal que tem deficiência, ela dá acompanhamento.A gente tem surdo, mudo.Ela orienta as mães, faz trabalho com eles, reduz a questão da agressividade, porque os meninos querem se expressar e não conseguem, principalmente na fase do pré. Eles aprendem junto à turma sem problemas, eles passam a cuidar, abraçando e se preocupando coma aquele aluno. Têm material pra estudar, os professores são orientadas por ela, têm curso de libras (é a língua utilizada pela comunidade surda no Brasil), porque todo mundo deve se comunicar com aqueles que têm problema de audição. Encaminhamos atividades de relaxamento e relatórios quando é necessário.

LA- Como agem os demais alunos? Há algum preconceito?

TM- Não tem preconceito de uma maneira generalizada. Até porque percebemos se tem algum tipo de preconceito.

LA- Para a senhora, os colégios públicos de Cajazeiras estão preparados para os vestibulares das universidades públicas?

TM- As escolas têm tentado. O Edvaldo Brandão, as pessoas falam que continua sendo uma escola que busca isso. O governo tem tentado buscar isso, mas às vezes tem a falta de perspectiva de emprego que é uma das atitudes que tem barrado as escolas de evoluírem. Não que as escolas públicas não busquem o caminho certo, mas se o aluno não tem uma perspectiva, efetivamente ele diz, “o que eu vou fazer na escola?”. Precisa mostrar ao jovem que ao formar, ele tem lá na frente à perspectiva de trabalho e ele saber também que só vai ter trabalho se tiver competência. É outra coisa, sem competência você tem o trabalho, mas não vai ficar nele.

LA- E os alunos dos colégios particulares?

TM- O alunado tem se esforçado até porque ele vê que para escola particular é mais difícil ir. Ele pode às vezes pagar uma escola de R$ 100, 150, mas não pode pagar de R$ 400, 500, 600, 800. Eu acho que eles buscam também, todos buscam fazer o melhor de si. Agora também tem o alunado, pois o direcionamento filosófico da escola é que faz buscar.

LA- A escola é afiliada a EDUCON (Educação On-line). A senhora acha que a educação computadorizada não prejudica em nada o aprendizado do aluno?

TM- Não. Porque as aulas são verdadeiras teleconferências, por que o professor tem capacidade de se programar e preparar muito melhor, porque ele está dando uma aula para 100 mil pessoas que no caso, a Educon está atingindo. O que a gente fez de diferencial no núcleo? A gente partiu para o trabalho personalizado, ou seja, eles têm as aulas de teleconferência, mas a gente também faz trabalho com livros, eles têm biblioteca própria e apresentam esses trabalhos. A gente desenvolve a oralidade deles, socializa. Tem que socializar esses alunos para que eles possam ter um ponto de referência. As instrutoras fazem trabalhos em grupos, fazem debates. Eles apresentam, mandam projetos e fazem estágio. O que acontece com a educação à distância é que em um momento você tem que ter uma parte personalizada, para que esse aluno tenha um grupo de relação afetiva, por que educação é afetividade.

LA- A senhora era professora da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), uma das universidades que adere às cotas. O que pensa sobre esse assunto?

TM- O que me preocupa nas cotas é que em parte eu me sinto prejudicada. O meu alunado de escola particular é prejudicado porque ele entra em uma disputa meio diferenciada, mas cabe a esse alunado estudar cada vez mais, buscar mais competência. O aluno cotista tem aquelas questões. Muitas vezes ele vai pela cota, mas não consegue se manter por problemas, porque não é só você ter o lugar para estudar, é você ter condições de ir para aquele local.

LA- Qual a sua opinião sobre a UFBA (Universidade Federal da Bahia) retirar o vestibular e usar as notas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) como avaliação para entrar na universidade?

TM-A UFBA sempre sai em primeiro lugar. Acho meio complicado se não houver um aumento de vagas, porque essa busca dela abrir para todo mundo, eu acho correto e aí o aluno da particular também vai ter sua chance.

LA- O Sol Nascente aparece sempre patrocinando os eventos realizados na comunidade. Fale um pouco sobre isso.

TM- A gente faz parte dessa comunidade e toda vez que a gente participa, está ajudando, reduzindo a questão da violência, mostrando que tudo é possível desde que se queira. Todo empreendedor, toda a comunidade de Cajazeiras, o comércio, as escolas têm que buscar participar, para ter mais atividades, pois é muito gritante no bairro a falta de atividade para esses jovens. Pois se você fornece atividade, esse jovem começa a pensar diferente.

LA- Há muitos anos são realizados projetos educacionais com os alunos como: História da Arte, Feira da Bahia, que estimulam o aprendizado por ser realizado de uma forma diferenciada, sem estarem presos apenas aos livros didáticos. Quais os projetos para esse ano?

TM- Estamos voltados para a leitura, porque temos percebido a questão de interpretação. O aluno lê, sabe responder a questão, mas aí tem dificuldade de interpretar. A leitura oral é muito importante, para saber ler, chegar a uma reunião e ler uma ata, um texto. Continuamos também com o nosso projeto de matemática do ano passado.

LA- Os projetos culturais de música e teatro que eram direcionados para a comunidade ainda funcionam?

TM- Parou mais até porque vem muita gente de fora. A escola era muito aberta à comunidade, então a gente teve que fechar.

LA- O que acha sobre o apoio da Prefeitura para com as creches e escolas públicas de Cajazeiras?

TM- A prefeitura devia se voltar mais para a região, pois foi uma região que deu muito voto. Fundado pelo pai do prefeito, a gente não tem o retorno necessário que deveria ter. Cajazeiras precisa procurar se organizar para eleger líderes, vereadores, um representante que busque pela comunidade.

LA- É rentável para a escola se manter no bairro?

TM-É difícil. Porque houve uma queda de poder aquisitivo muito grande. A mensalidade não é de acordo com a estrutura que a gente tem. È uma ginástica administrar, mas a gente vive aí, até pela questão do amor ao que faz, porque se buscasse só a questão de lucratividade, não iria pra frente.

*Foto: Arquivo pessoal

Importância da escrita

Escrevo para andar mais do que meus pés podem ir, usando a imaginação e porque, para minha profissão, é necessário, mas também por me dar prazer. A dádiva de escrever serve não apenas para registrar o ocorrente no seu bairro, na sua cidade, estado ou país, mas para visualizar todos os horizontes, tudo que se passa ao redor do mundo.

Quero conscientizar e ajudar aqueles que relamente necessitam. Fazer da escrita uma arma mais forte que mostre a verdade e não expor assuntos que estejam envolvidos com interesses políticos ou econômicos dos poderosos e da elite, pois não representam a essência do Brasil, muito menos do mundo.

Sei que, para exercer tais propósitos, é necessário ter estabilidade psicológica a partir do momento que se escreve para um público e aprender a conviver com os dissabores muitas vezes presentes, pois nem tudo são flores e sem dificuldade, nada tem graça muito menos prazer.

Acredito no poder das palavras, pois elas expõem o que diz a alma e permite que as pessoas enxerguem além do que os olhos podem ver.

Luciana Amâncio