Em um sábado típico, ensolarado fomos eu e meus pais passear em um lugar que eu nunca tinha estado antes na vida. Entramos no carro e assim fomos ao nosso destino: “Feira de São Joaquim”.
Ao chegar me senti perdida naquele enorme labirinto, com tantas pessoas, barracas por todos os lados, além dos carregadores passando com as mercadorias, disputando o espaço com os compradores, causando um pequeno “engarrafamento”.
Fui andando e observando o espaço, onde simplesmente tem tudo aquilo que se é possível ter em uma feira ou até mais: jogo do bicho, bode, galinha caipira, peixe, fumo, restaurantes, bares tocando o arrocha, ornamentos feitos de palha, frutas, verduras, mochilas, roupas, bonés, guarda-chuvas, manteiga, vasos de cerâmica, bomboniere e até manequins vestidos com as roupas da moda! Produtos de limpeza e higiene pessoal também estão presentes: barbeadores, desodorantes, perfumes, sabonetes, papel higiênico, pasta de dente e etc. O que me chamou muita atenção foi que um trabalhador tinha quase todos esses produtos em sua barraca de carne!
A todo tempo tem gente tentado convence-lo a comprar alguma coisa: “Vai um caldo de galinha aí freguesa…”, ou ainda “Vinte e cinco limão é um real”.
Homens e mulheres, novos e velhos todos trabalhando bravamente em busca de seu sustento de forma justa e digna. Todos parecendo muitos felizes em estar batalhando pelo pão de cada dia, com sorriso no rosto e alegria de viver. Alguns aproveitando até para descansar em redes, ou encostados em qualquer lugar quando se consegue um tempinho, pois o movimento é constante.
O melhor é que tudo é baratinho, a “preço de banana” como dizem. É claro que aproveitamos para levar algumas coisinhas, mas com certeza a maior presenteada fui eu. Conhecer um pouco do mundo que é a Feira de São Joaquim.
Luciana Amâncio